domingo

Europa prevê crescimento de 10% em energias renováveis

Presidente da Comissão Européia diz que Brasil pode ajudar continente a atingir meta. Ele afirma que Europa combinará produçao interna e importação de biocombustíveis. [mais]

sexta-feira

Energia alternativa cresce e deixa de ser opção apenas simbólica

Há uma efervescência no mercado de energias renováveis no mundo. Os protagonistas costumam ser os mesmos - Alemanha, Espanha e Reino Unido na Europa; China, Índia e Brasil entre os emergentes, e os Estados Unidos, que buscam driblar a ambigüidade do governo George Bush no tema. No cardápio de opções, que vai de eólica a solar passando por biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, há investimentos e políticas públicas cada vez mais veementes.
Diversos indicadores mostram que as renováveis começam a deixar de ser opções apenas simbólicas na matriz energética de vários países. A Alemanha, por exemplo, acaba de anunciar que produzirá 14% de sua energia a partir de fontes renováveis ainda este ano, ultrapassando sua própria meta com antecedência de três anos. A capacidade de geração de energia eólica no mundo cresceu 26% em 2006, puxada pela Alemanha, Espanha e Estados Unidos. O Congresso dos EUA debate um projeto de lei que apóia fontes limpas de energia, a Clean Energy Bill, que acaba de ser aprovada na Câmara e pode retirar US$ 16 bilhões em subsídios à indústria do petróleo. O presidente Bush se opõe à idéia, mas as empresas apóiam um horizonte que parece inevitável. Se fosse aprovada como está, a lei prevê 15% de fontes renováveis de energia na matriz americana em breve.
No Reino Unido, uma coleção de medidas está sendo desenhada e englobará de postos de gasolina à construção da maior usina de energia a partir de ondas do mundo. Será em Cornwall, num investimento de US$ 56,6 milhões. A previsão é que produza 20 MW, um volume ainda modesto mas suficiente para abastecer 7.500 casas e apontar caminhos menos dependentes dos estoques de combustíveis fósseis. Em 2006, 4,6% da geração elétrica britânica veio das chamadas fontes alternativas - incluídas hidrelétricas de maior porte. Havia 449 projetos de renováveis prestes a deslanchar.
Em 2008, no Reino Unido, o foco será nos transportes, setor que responde por um quarto das emissões de gases-estufa do país, informa Stephanie Al-Qaq, primeira secretária da Embaixada Britânica em Brasília e chefe da divisão de Mudanças Climáticas, Energia e Desenvolvimento Sustentável. Em 2010, de acordo com a RTFO, sigla do programa de energias renováveis nos combustíveis, 5% do que for vendido nas bombas dos postos terá que ser biocombustível.
"A energia renovável é um sucesso que não apenas persiste, mas está se fortalecendo", disse Sigmar Gabriel, ministro do Meio Ambiente alemão. "É mais do que realista dizer que ultrapassaremos, em muito, a meta de ter 20% de renováveis até 2020." No país, a energia gerada pelo vento, pela água, pelo sol e por biomassa, respondeu por 10,4% da geração total em 2005 e por 12% em 2006.
No Brasil, considerando-se a força hidrelétrica e o potencial da biomassa, o país está "bem no alto" das renováveis, diz Christopher Flavin, presidente da Worldwatch Institute, o WWI, ONG mundial que periodicamente diagnostica o setor. Mas há, aqui, um problema conceitual. "Energia hídrica é renovável, mas as grandes hidrelétricas têm grande impacto ambiental", diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de renováveis do Greenpeace. Ele prefere falar em "novas" fontes e aí incluir eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. O programa brasileiro de energias renováveis, o Proinfa, é ainda muito tímido, avalia, e não conseguiu atrair grandes investidores mundiais. "O Brasil exige grandes blocos de energia, e você não tira muito de fontes eólicas ou solares", diz Roberto Schaeffer, professor do programa de planejamento estratégico da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É por isso que, nos países desenvolvidos, onde o consumo de energia já não cresce tanto, que estas opções têm sido mais sedutoras. "Isto ocorre onde o aumento de consumo energético é pequeno e mais fácil de realizar com estas soluções."
Um estudo recente do WWI informa que, em 2006, a capacidade mundial de produzir energia a partir do vento superou 74.200 MW com investimentos de US$ 22 bilhões. O mercado dos fabricantes de equipamentos cresceu 74% nos últimos dois anos. A Alemanha, a Espanha e os EUA respondem por 60% da produção. A tendência do setor tem sido migrar dos países europeus e da América do Norte para a Ásia. Em 2006, a Índia ficou em terceiro entre os que mais instalaram aerogeradores; a China assumiu o quinto posto, com crescimento de 170% em relação ao ano anterior. "China e EUA parecem querem competir pela liderança da energia eólica", diz Janet Sawin, pesquisadora do WWI. "É encorajador ver que os dois países que mais queimam carvão estejam empenhados nesta corrida."
Flavin, do WWI, enxerga várias razões por trás da agitação no mercado de renováveis. Uma delas é o preço, que já se torna atraente em relação à defasagem histórica diante das soluções tradicionais, competitividade alavancada por políticas públicas mais fortes. Há ainda o impacto dos relatórios do IPCC, o braço científico da ONU, que no início do ano emitiu alerta contundente quanto ao aquecimento global. [via]

portugal investe em energia solar


Portugal inaugurou hoje o segundo maior conjunto de painéis solares do mundo, na cidade de Sérpa. A planta, com 52 mil módulos fotovoltáicos em 600mil m², produz energia para 8 mil casas. Desde 1990, o país europeu aumentou em 37% as emissões do efeito estufa. [via]

terça-feira

ilha espanhola será 100% alimentada por energias renováveis

Uma pequena ilha do arquipélago das Canárias, El Hierro, vai ser a primeira do mundo a ser alimentada apenas por energias renováveis, assegurou hoje o governo espanhol.

O Ministério da Indústria anunciou em comunicado que El Hierro, ilha vulcânica de 278 quilômetros quadrados e com 10.500 habitantes, terá electricidade inteiramente proveniente de uma combinação de energia eólica e hidráulica.

O sistema que será posto em prática irá compreender uma central hidrelétrica alimentada por duas reservas, um parque eólico e um sistema de bombagem.

A maior parte da energia injectada na rede de distribuição será proveniente da central hidroeléctrica e a maioria da energia produzida pelos moinhos de vento irá alimentar o sistema de bombagem para armazenar água numa das duas reservas, sob forma de energia potencial.

Uma central funcional que funciona a diesel e que já existe será mantida para casos de emergência, se faltar água ou vento.

Para este sistema, conseguimos transformar uma fonte de energia intermitente num abastecimento controlado e constante de electricidade, afirmou o Ministério.

O sistema representará um investimento de 54,3 milhões de euros e evitará a emissão de 18.700 toneladas de dióxido de carbono, actualmente relançados para a central térmica local.

A Espanha é um dos líderes europeus no que diz respeito à energia eólica e registou segunda-feira o seu recorde de produção eólica: os ventos fortes que sopraram no país permitiram que os moinhos de abastecimento produzissem 27% de toda a eletricidade consumida no país. [via]

sexta-feira

EPE cadastra empresas para leilão de fontes alternativas

A Empresa de Pesquisa Energética – EPE efetuou o cadastramento de 143 empreendimentos de geração interessados em participar do Leilão de Energia de Fontes Alternativas, que será realizado no dia 24 de maio próximo. As usinas cadastradas totalizam 4.570 MW de potência instalada. O Leilão de Fontes Alternativas é direcionado especificamente para fontes renováveis de geração (hidráulica, biomassa e eólica).

Das 143 usinas interessadas em participar do processo licitatório, 77 são Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), somando 1.281 MW de potência. As PCHs são hidrelétricas de menor porte, de até 30 MW de capacidade instalada. As termelétricas movidas à biomassa totalizam 42 cadastros, equivalentes a 1.504 MW. Destas usinas, a grande maioria – 41 – utilizará como combustível o bagaço de cana-de-açúcar. A fonte eólica, gerada por meio da força dos ventos, representa um total de 24 empreendimentos cadastrados junto à EPE, com potência total de 1.786 MW. Veja o quadro-resumo de cadastrados:


Leilão de Fontes Alternativas – quadro-resumo de cadastrados:


Na avaliação do presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, o grande interesse dos empreendedores de geração por fontes renováveis em participar do Leilão é muito importante para o país nesse momento, dada a pouca oferta de novas usinas hidrelétricas para licitação – quadro que será revertido com a conclusão dos diversos estudos de inventário e de viabilidade que estão sendo elaborados pela EPE. “As PCHs e as térmicas à biomassa têm o maior potencial de contratação entre as fontes cadastradas para o Leilão de Energia de Fontes Alternativas, por serem mais competitivas. A energia gerada por estas usinas é mais barata do que o custo-teto estipulado para o Leilão, de R$ 140 por MWh”, afirmou Tolmasquim. [via]

quinta-feira

matriz energética da UE com 20% de renováveis em 2020

O ambicioso objetivo da União Européia de aumentar para 20% o papel das fontes renováveis na matriz energética até 2020, com o objetivo de conter a degradação do clima, implica uma mobilização imediata do setor e também a moderação do consumo.

Ao assumir este compromisso na cúpula da semana passada em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo pretendem reduzir em 20% as emissões de gases de efeito estufa do bloco até 2020, de modo a limitar a magnitude do aquecimento global. Atualmente, a parte das energias renováveis no consumo de energia entre os 27 países da UE é de, no máximo, 7%. [leia mais]

quarta-feira

inimigos do etanol

O álcool é um genuíno produto brasileiro ('energia verde-amarela'), mas bastou que o presidente dos Estados Unidos manifestasse interesse por ele para que, dentro e fora do Brasil, um grande número de forças reagisse com indignação, medo ou desconfiança. Alguns inimigos (como protecionistas, ambientalistas, sindicalistas e nacionalistas) têm sido francos. Outros preferem agir ou reclamar na moita.

O etanol de cana-de-açúcar enfrenta lobbies poderosos. O do petróleo é o principal deles. Alguns dos seus capitães já haviam mostrado contrariedade quando o presidente Bush denunciou, há 14 meses, que os americanos são viciados em petróleo (addicted to oil). Agora parecem preocupados com a promoção que o governo americano faz do etanol. O segundo lobby é o dos produtores de etanol de cereais. Políticos dos Estados americanos produtores de milho têm se pronunciado contra a nova força dada ao etanol de celulose ou de cana-de-açúcar. Um terceiro lobby é constituído pelos protecionistas europeus que defendem os interesses da cultura da beterraba. Essa gente armará uma resistência ferrenha à entrada em seus mercados de etanol de cana-de-açúcar do Brasil ou de onde provenha.

Outra lista enorme de inimigos do etanol é formada por ambientalistas de todos os matizes. Preparam o ataque com uma ampla argumentação. Há os que denunciam que a expansão das plantações de cana-de-açúcar vai multiplicar o desmatamento e destruir a floresta amazônica; outros, que vai despejar milhões de toneladas de substâncias tóxicas que contaminarão os rios e os aqüíferos; outros dirão que a cana vai se tornar monocultura; outros, ainda, que a corrida à redução de custos tenderá a desenvolver variedades transgênicas de cana e, com isso, destruir a biodiversidade. Basta conferir na internet o que as ONGs ambientalistas estão falando do etanol.


Uma terceira lista de adversários está ligada à indústria. É gente que teme que o Brasil lidere a formação de uma 'Opep do etanol', cuja principal conseqüência será a entrada maciça de dólares, primeiro como investimentos de risco e, depois, como receitas de exportação. Esses dólares concorrerão, argumentam eles, para derrubar ainda mais a cotação do dólar no câmbio interno e para desindustrializar o Brasil. Sindicalistas de várias tendências se deixaram impressionar pelo argumento da desindustrialização e também vêem o avanço do álcool com suspeição.

Acrescentam que a inevitável mecanização (exigida em São Paulo por lei, para eliminar a queima da cana e a poluição do ar) provocará desemprego no campo. A esses grupos ainda é preciso acrescentar alguns nacionalistas que taxam a expansão do etanol como imposição de interesses da potência hegemônica, como projeto neocolonialista ou, então, como 'coisa do agronegócio, que está armando a destruição da agricultura familiar'. Alguns desses argumentos são honestos; nenhum deles está certo. A expansão do setor do etanol não está livre de inconvenientes, todos eles contornáveis, desde que enfrentados com determinação, bom senso e realismo. [via]

segunda-feira

energias eólica, hídrica e fotovoltaica são do passado

A produção de electricidade através de fontes como a energia eólica, hídrica e fotovoltaica faz parte do passado, considera o presidente executivo da Galp, empresa portuguesa do setor de energia, Ferreira do Oliveira.

"As energias eólica, hídrica e fotovoltaica são do passado", afirmou o responsável, num almoço/debate sobre a «Estratégia Energética em Portugal», promovido pela Associação Comercial de Lisboa.

Desta forma, Ferreira do Oliveira diz que há "três áreas em que não existem os produtos, mas que estão ao nosso alcance". Estas são a energia das "ondas/marés, a biomassa e os biocombustíveis", ou seja, serão estas as fontes do futuro. Todas elas incluídas na estratégia da Galp, disse o presidente da petrolífera.

Quanto à energia nuclear, o responsável mostrou-se a favor. "Bem-vindo seja a energia nuclear com soluções para os resíduos ou para a fusão", afirmou o mesmo, apontando que representa tanto como a produção energia hidrelétrica do mundo (cerca de 6%). [via]

quinta-feira

célula a combustível mexe mão robótica

A empresa japonesa FC R&D exibiu em um evento no Japão uma mão robótica que utiliza uma célula a combustível para se movimentar. Cerca de 500 empresas participaram, na semana passada, da Exposição Internacional de Hidrogênio e Células a Combustível, realizada em Tóquio.

As células a combustível na exposição utilizam a combinação entre oxigênio e hidrogênio para gerar eletricidade, calor e água. Para que elas forneçam energia - e, nesse caso, movimentem a mão -, é necessário alimentá-las com hidrogênio, o elemento químico mais abundante no universo. Essa alternativa, em princípio, não é poluente e, por isso, diversas montadoras de carros já investem nessa tecnologia.[via]

quarta-feira

álcool contra o aquecimento global

A maior revista científica dos Estados Unidos publica nesta semana uma avaliação dos 30 anos de uso do álcool de cana como combustível no Brasil, feita pelo físico José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. A conclusão do artigo de Goldemberg na revista "Science" é ambiciosa: para ele, o programa brasileiro de álcool pode servir de modelo na busca por uma alternativa renovável de energia para outros países do Terceiro Mundo, e a tecnologia já estaria madura o suficiente para substituir 10% da gasolina consumida hoje no planeta.[leia mais]

terça-feira

EUA atraem investidores

Os Estados Unidos são o país mais atrativo para os investidores em energia renovável, segundo o Índice de Atratividade em Energia Renovável, da consultoria Ernst and Young. "Energia solar e eólica e biocombustíveis são as principais áreas para o investimento nos EUA agora que a administração Bush procura reduzir a dependência do país do petróleo importado", diz a companhia. [leia mais]

novo site no ar

Entra no ar nessa terça-feira, dia 13 de fevereiro de 2007, o novo site do Laboratório de Fontes Alternativas de Energia (LAFAE). Muitas modificações foram feitas a fim de tornar ainda mais fácil e rápida a navegação e a busca por informações (utilizando a nossa base) e noticias tanto sobre os trabalhos realizados no laboratório como também sobre fontes alternativas de energia ao redor do mundo.