sexta-feira

portugal investe em energia solar


Portugal inaugurou hoje o segundo maior conjunto de painéis solares do mundo, na cidade de Sérpa. A planta, com 52 mil módulos fotovoltáicos em 600mil m², produz energia para 8 mil casas. Desde 1990, o país europeu aumentou em 37% as emissões do efeito estufa. [via]

terça-feira

ilha espanhola será 100% alimentada por energias renováveis

Uma pequena ilha do arquipélago das Canárias, El Hierro, vai ser a primeira do mundo a ser alimentada apenas por energias renováveis, assegurou hoje o governo espanhol.

O Ministério da Indústria anunciou em comunicado que El Hierro, ilha vulcânica de 278 quilômetros quadrados e com 10.500 habitantes, terá electricidade inteiramente proveniente de uma combinação de energia eólica e hidráulica.

O sistema que será posto em prática irá compreender uma central hidrelétrica alimentada por duas reservas, um parque eólico e um sistema de bombagem.

A maior parte da energia injectada na rede de distribuição será proveniente da central hidroeléctrica e a maioria da energia produzida pelos moinhos de vento irá alimentar o sistema de bombagem para armazenar água numa das duas reservas, sob forma de energia potencial.

Uma central funcional que funciona a diesel e que já existe será mantida para casos de emergência, se faltar água ou vento.

Para este sistema, conseguimos transformar uma fonte de energia intermitente num abastecimento controlado e constante de electricidade, afirmou o Ministério.

O sistema representará um investimento de 54,3 milhões de euros e evitará a emissão de 18.700 toneladas de dióxido de carbono, actualmente relançados para a central térmica local.

A Espanha é um dos líderes europeus no que diz respeito à energia eólica e registou segunda-feira o seu recorde de produção eólica: os ventos fortes que sopraram no país permitiram que os moinhos de abastecimento produzissem 27% de toda a eletricidade consumida no país. [via]

sexta-feira

EPE cadastra empresas para leilão de fontes alternativas

A Empresa de Pesquisa Energética – EPE efetuou o cadastramento de 143 empreendimentos de geração interessados em participar do Leilão de Energia de Fontes Alternativas, que será realizado no dia 24 de maio próximo. As usinas cadastradas totalizam 4.570 MW de potência instalada. O Leilão de Fontes Alternativas é direcionado especificamente para fontes renováveis de geração (hidráulica, biomassa e eólica).

Das 143 usinas interessadas em participar do processo licitatório, 77 são Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), somando 1.281 MW de potência. As PCHs são hidrelétricas de menor porte, de até 30 MW de capacidade instalada. As termelétricas movidas à biomassa totalizam 42 cadastros, equivalentes a 1.504 MW. Destas usinas, a grande maioria – 41 – utilizará como combustível o bagaço de cana-de-açúcar. A fonte eólica, gerada por meio da força dos ventos, representa um total de 24 empreendimentos cadastrados junto à EPE, com potência total de 1.786 MW. Veja o quadro-resumo de cadastrados:


Leilão de Fontes Alternativas – quadro-resumo de cadastrados:


Na avaliação do presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, o grande interesse dos empreendedores de geração por fontes renováveis em participar do Leilão é muito importante para o país nesse momento, dada a pouca oferta de novas usinas hidrelétricas para licitação – quadro que será revertido com a conclusão dos diversos estudos de inventário e de viabilidade que estão sendo elaborados pela EPE. “As PCHs e as térmicas à biomassa têm o maior potencial de contratação entre as fontes cadastradas para o Leilão de Energia de Fontes Alternativas, por serem mais competitivas. A energia gerada por estas usinas é mais barata do que o custo-teto estipulado para o Leilão, de R$ 140 por MWh”, afirmou Tolmasquim. [via]

quinta-feira

matriz energética da UE com 20% de renováveis em 2020

O ambicioso objetivo da União Européia de aumentar para 20% o papel das fontes renováveis na matriz energética até 2020, com o objetivo de conter a degradação do clima, implica uma mobilização imediata do setor e também a moderação do consumo.

Ao assumir este compromisso na cúpula da semana passada em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo pretendem reduzir em 20% as emissões de gases de efeito estufa do bloco até 2020, de modo a limitar a magnitude do aquecimento global. Atualmente, a parte das energias renováveis no consumo de energia entre os 27 países da UE é de, no máximo, 7%. [leia mais]

quarta-feira

inimigos do etanol

O álcool é um genuíno produto brasileiro ('energia verde-amarela'), mas bastou que o presidente dos Estados Unidos manifestasse interesse por ele para que, dentro e fora do Brasil, um grande número de forças reagisse com indignação, medo ou desconfiança. Alguns inimigos (como protecionistas, ambientalistas, sindicalistas e nacionalistas) têm sido francos. Outros preferem agir ou reclamar na moita.

O etanol de cana-de-açúcar enfrenta lobbies poderosos. O do petróleo é o principal deles. Alguns dos seus capitães já haviam mostrado contrariedade quando o presidente Bush denunciou, há 14 meses, que os americanos são viciados em petróleo (addicted to oil). Agora parecem preocupados com a promoção que o governo americano faz do etanol. O segundo lobby é o dos produtores de etanol de cereais. Políticos dos Estados americanos produtores de milho têm se pronunciado contra a nova força dada ao etanol de celulose ou de cana-de-açúcar. Um terceiro lobby é constituído pelos protecionistas europeus que defendem os interesses da cultura da beterraba. Essa gente armará uma resistência ferrenha à entrada em seus mercados de etanol de cana-de-açúcar do Brasil ou de onde provenha.

Outra lista enorme de inimigos do etanol é formada por ambientalistas de todos os matizes. Preparam o ataque com uma ampla argumentação. Há os que denunciam que a expansão das plantações de cana-de-açúcar vai multiplicar o desmatamento e destruir a floresta amazônica; outros, que vai despejar milhões de toneladas de substâncias tóxicas que contaminarão os rios e os aqüíferos; outros dirão que a cana vai se tornar monocultura; outros, ainda, que a corrida à redução de custos tenderá a desenvolver variedades transgênicas de cana e, com isso, destruir a biodiversidade. Basta conferir na internet o que as ONGs ambientalistas estão falando do etanol.


Uma terceira lista de adversários está ligada à indústria. É gente que teme que o Brasil lidere a formação de uma 'Opep do etanol', cuja principal conseqüência será a entrada maciça de dólares, primeiro como investimentos de risco e, depois, como receitas de exportação. Esses dólares concorrerão, argumentam eles, para derrubar ainda mais a cotação do dólar no câmbio interno e para desindustrializar o Brasil. Sindicalistas de várias tendências se deixaram impressionar pelo argumento da desindustrialização e também vêem o avanço do álcool com suspeição.

Acrescentam que a inevitável mecanização (exigida em São Paulo por lei, para eliminar a queima da cana e a poluição do ar) provocará desemprego no campo. A esses grupos ainda é preciso acrescentar alguns nacionalistas que taxam a expansão do etanol como imposição de interesses da potência hegemônica, como projeto neocolonialista ou, então, como 'coisa do agronegócio, que está armando a destruição da agricultura familiar'. Alguns desses argumentos são honestos; nenhum deles está certo. A expansão do setor do etanol não está livre de inconvenientes, todos eles contornáveis, desde que enfrentados com determinação, bom senso e realismo. [via]

segunda-feira

energias eólica, hídrica e fotovoltaica são do passado

A produção de electricidade através de fontes como a energia eólica, hídrica e fotovoltaica faz parte do passado, considera o presidente executivo da Galp, empresa portuguesa do setor de energia, Ferreira do Oliveira.

"As energias eólica, hídrica e fotovoltaica são do passado", afirmou o responsável, num almoço/debate sobre a «Estratégia Energética em Portugal», promovido pela Associação Comercial de Lisboa.

Desta forma, Ferreira do Oliveira diz que há "três áreas em que não existem os produtos, mas que estão ao nosso alcance". Estas são a energia das "ondas/marés, a biomassa e os biocombustíveis", ou seja, serão estas as fontes do futuro. Todas elas incluídas na estratégia da Galp, disse o presidente da petrolífera.

Quanto à energia nuclear, o responsável mostrou-se a favor. "Bem-vindo seja a energia nuclear com soluções para os resíduos ou para a fusão", afirmou o mesmo, apontando que representa tanto como a produção energia hidrelétrica do mundo (cerca de 6%). [via]